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CGE reestrutura setor de inteligência para reforçar o controle preventivo

Para isso, foi criada uma unidade administrativa de inteligência do controle interno na estrutura organizacional da Controladoria.
Ligiani Silveira | CGE-MT

Equipe da Superintendência de Inteligência de Controle Interno - Foto por: Ligiani Silveira - CGE/MT
Equipe da Superintendência de Inteligência de Controle Interno
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A Controladoria Geral do Estado (CGE-MT) vai reforçar o uso da tecnologia da informação para fiscalizar a aplicação dos recursos públicos no âmbito do Poder Executivo Estadual. Para isso, foi criada uma unidade administrativa de inteligência de controle interno na estrutura organizacional da Controladoria.

A ideia é sistematizar a análise de bases de dados, por meio da aplicação de método científico para cruzar informações de diferentes fontes do Estado e de outras esferas, para a identificação mais tempestiva de situações que possam constituir irregularidades, principalmente fraudes, desvios e danos ao erário.

De posse dessa espécie de “malha-fina”, a CGE poderá realizar auditorias eletrônicas e emitir relatórios às secretarias quanto a possíveis práticas inadequadas logo no início dos trâmites para possibilitar a adoção de providências antecipadas de correção.

“A partir das auditorias eletrônicas, o próprio setor de inteligência vai gerar relatórios aos órgãos estaduais, caso os dados eletrônicos sejam suficientes, como parte do chamado controle concomitante. Caso seja necessário analisar documentos para a produção do relatório, os dados eletrônicos serão encaminhados aos demais setores finalísticos da CGE”, explica o superintendente de Inteligência de Controle Interno, Joelcio Caires.

Nesse contexto, o trabalho de inteligência vai possibilitar a geração de trilhas de auditoria, o que contribuirá para a rapidez, precisão e alcance de ações regulares de controle interno e de auditoria dos demais setores finalísticos da Controladoria.

“O uso da tecnologia da informação otimiza o desempenho dos trabalhos de auditoria, sobretudo nas situações que envolvam amplo universo de dados, como no caso de monitorar a existência de relações pessoais entre sócios de uma empresa e os servidores do órgão que a contratou; as licenças médicas, para verificar, por exemplo, se há servidores usufruindo deste tipo de licença mas para fim diverso do tratamento de saúde; as licenças por interesse particular, para verificar, por exemplo, se há servidores em gozo deste tipo de licença para exercer atividades em conflito de interesses com o cargo público”, exemplifica o secretário-controlador geral do Estado, Emerson Hideki Hayashida.

A Controladoria começou a lançar mão da tecnologia da informação e inteligência de negócios há mais de seis anos para dar efetividade a alguns trabalhos de auditoria. Contudo, faltava sistematizar a análise de bases de dados para possibilitar o uso mais frequente das informações produzidas não somente nas auditorias, mas também no controle preventivo.

A necessidade foi identificada por grupo de trabalho constituído para planejar, propor e desenvolver soluções tecnológicas no âmbito da CGE. “Por isso constituímos um setor especializado para cuidar da produção de conhecimento de controle interno já que o uso da tecnologia é um caminho sem volta e precisamos dela para potencializar o trabalho dos auditores em apoio à boa e regular gestão dos recursos públicos”, acrescenta o secretário-controlador.