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Pós-Auditoria: Planos de Providências do Controle Interno (PPCIs)

Pós-Auditoria: Planos de Providências do Controle Interno (PPCIs)
GERALDA MARIA CARVALHO DE SOUSA

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A verdadeira revolução relativa à fronteira entre o passado e o tempo atual é a tecnologia e está no moderno domínio do risco. Implica que o futuro não é mero capricho dos deuses, mas sim que homens e mulheres são ativos ante a intempéries da natureza. Implica também que atitude é imprescindível para assumir o controle ao correr riscos devendo por segurança proceder à sua medição bem como avaliar as suas consequências.

Pois essa capacidade de correr riscos controladamente é mola propulsora da sociedade moderna. Controlar é influenciar o futuro. Influenciar o futuro equivale a planejar. Esse é o entendimento extraído dos conceitos de Peter L. Bernstein, página 1, em sua obra: Desafio aos Deuses a Fascinante História do Risco, 21ª edição, editora Campus/Elsevier.

Veja a transcrição da referida citação:

A ideia revolucionária que define a fronteira entre tempos modernos e o passado é o domínio do risco: a noção de que o futuro é mais do que um capricho dos deuses e de que homens e mulheres não são passivos ante a natureza. Até os seres humanos descobrirem como transpor essa fronteira, o futuro era um espelho do passado ou o domínio obscuro de oráculos e adivinhos que detinham o monopólio sobre o conhecimento dos eventos previstos.

Decorre da fascinante história do risco a ideia de que a CAUSA (por quê?) é mais importante que o EFEITO (o quê?) tomando por base a visão do denominado espírito grego.

Subsidiada por esses conceitos sobre o risco e com objetivo de promover o efetivo controle interno do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso que a Auditoria Geral do Estado desenvolveu os modelos de Planos de Providências para subsidiar as suas ações de pós-auditoria.

Nesse conjunto de conceitos e considerando a lógica de que, se há mais controle, haverá menos riscos; mais segurança, menos perigo. Afirmo que gerir os riscos consiste em obter informações segura, avaliar a relevância delas e inferir a sua quantidade bem como certificar a qualidade das informações recebidas: equivale a dizer que o risco é o inverso da expectativa e que a certeza moral equivale a resultados significativos.

Assim todos os eventos são derivados de pelo menos uma causa, consequentemente para solucionar o problema há que se resolver tal causa e para isto há os PPCIs fomentando a solução das impropriedades verificadas.

- E assim foi ou é: risco implica controle. Controle resulta decisão mais segura. Esta é a probabilidade da certeza.

Por fim, neste contexto, a pós-auditoria praticada por meio dos planos de providência do controle interno é um procedimento de controle corretivo que visa retificar as falhas do sistema por meio da implementação das recomendações contidas nos documentos de auditoria. De modo que as ações de controles preventivos e detectivos, bem como as ações corretivas, na qual se inserem os PPCIs são complementos necessários às atividades ou aos procedimentos de controle. Então, com o procedimento de controle da pós- auditoria, baseado nos planos de providências do controle interno, espera como resultado maior eficiência e eficácia do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo do Estado de Mato Grosso.

 

* Geralda Maria Carvalho de Sousa é superintendente de Auditoria em Contabilidade, Financeiro e Patrimônio da AGE. Email: geraldasouza@auditoria.mt.gov.br